5 de outubro de 2009

Uma idéia boa na cabeça


O cara teve uma idéia fantástica, colocou os pés na estrada e criou um movimento para unir o mundo pela música! Playing for change - Peace Through Music. Tá em inglês http://www.playingforchange.com/.

Conheço o projeto desde o início do ano, mas só agora deu vontade de escrever.

Talvez a música (e o sorriso) represente o que há de mais universal na humanidade. Vale a pena conhecer o projeto, vale a pena ouvir músicos do mundo inteiro e vale a pena aderir. O sentimento é de estar realmente ligado a uma rede que quer fazer o bem...pelo bem. O movimento mantém duas escolas na Africa do Sul...mas a idéia é crescer.


Tenho aqui uma amostra - www.youtube.com/watch?v=1sZIHj1uFww

Preguicite aguda


Depois de dois meses de muita preguiça, queimaduras e uma tendinite indecente no cotovelo, cá estou eu de volta!
Gente! Amei tendinite indecente, parece título de música do Raul....Do de cotovelo!? (RS)

Seguinte: preciso de uma benzedeira..e que seja forte!
Voltei de Natal, no fim de setembro, com queimaduras de segundo grau do pescoço pra baixo, provocadas por produto adulterado pelo excesso de calor. Parecia uma leitoa à pururuca. E mal consegui me curar dos queimados descubro um tipo de tendinite conhecida como cotovelo de tenista.


Tenho problemas com tendões, meu tornozelo, foi tendão; a cirurgia da mão, foi tendão..o joelho também era tendão...rs...sem contar que o nome mais conhecido da doença do joelho é joelho de corredor! O triste é que fico só com a parte ruim dessas tendinites...se tivesse praticando estes esportes já estaria bem mais magra!

3 de agosto de 2009

É isso...


Recebi um e-mail há pouco mais de um ano, só retransmiti, sem dar muita importância! Hoje, este texto estava novamente na Caixa de Entrada...resolvi compartilhar:




Meu reino por uma pessoa interessante

Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana. Em relação aos finais de semana já desisti faz tempo: noites povoadas por pessoas com metade da minha idade e do meu bom senso. Nada contra adolescentes, muitos deles até são mais interessantes e vividos do que eu, mas tô falando dos de "fabricação em série".

Tô fora de dançar os hits das rádios e ter meu braço ou cabelo puxado por um garoto que fala "tipo assim", "gata", "iradíssimo". Tinha me decidido a banir a palavra "balada" da minha vida e só sair de casa
para jantar, ir ao cinema ou talvez um ou outro barzinho cult, desses abertos aos montes em bequinhos charmosos.

Mas a verdade é que por mais que eu ame minhas amigas, a boa música e um bom filme, sinto falta de um amor. Já tentei paquerar em cafés e livrarias, não deu muito certo, as pessoas olham sempre pra mim com
aquela cara de "tô no meu mundo, fique no seu".

Tentei aquelas festinhas que amigos fazem e que sempre te animam a pensar "se são meus amigos, logo devem ter amigos interessantes". Infelizmente, essas festinhas são cheias de casais e um ou outro esquisito desesperado pra achar alguém só porque os amigos estão todos acompanhados. Tô fora de gente desesperada, ainda que eu seja quase uma.

Baladas playbas com garotas prontas para um casamento e rapazes que exibem a chave do Audi, tô mais do que fora. Baladas playbas com garotas praianas hippie-chique que falam com voz entre o fresco e o nasalado e rapazes garotos-propaganda Adidas com cabelinho playmobil, também tô fora.

O que sobra então? Barzinhos de MPB? Nem pensar. Até gosto da música, mas rapazes que fogem do trânsito para bares abarrotados, bebem discutindo a melhor bunda da firma e depois choram "tristeza não tem fim, felicidade sim" no ombro do amigo têm grandes chances de ser aquele tipo que se acha superdescolado só porque tirou a gravata e porque fala tudo metade em inglês, ao estilo "quero te levar pra casa, how does it sound?" Dói...

Para dançar, os muquifos eletrônicos alternativos são uma maravilha, mas ainda que eu não seja preconceituosa com esse tipo, não estou a fim de beijar bissexuais sebosos, drogados e com brinco pelo corpo todo.

Tô procurando o pai dos meus filhos, não uma transa bizarra. Minha mais recente descoberta são as baladinhas também alternativas de rock. Gente mais velha, mais bacana, roupas bacanas, jeito de falar bacana, estilo bacana, papo bacana. Gente tão bacana que se basta e não acha ninguém bacana.

Orkut, MSN, chats. Me pergunto onde foi parar a única coisa que realmente importa e é de verdade nesta vida: a tal da química.

Mas então onde, meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? O tempo está passando, meus ex já estão quase todos casados, minhas amigas já estão quase todas pensando no nome do bebê. E eu? Até quando vou continuar achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo a mais idiota de todos? Foi então que eu descobri.

Ele está exatamente como eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredom lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito.

A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor é a chance de você vê-la andando por aí?

26 de julho de 2009

Coisas que só acontecem comigo


Capítulo de hoje: "Nóis é tudo irmão!"


Na verdade, o episódio aconteceu há alguns dias, mas só hoje resolvi contar.

Estava em Itaberaí, cidade do interior de Goiás, local onde vivi por 18 anos. Era domingo de manhã, aniversário da minha mãe, e a cidade parecia mais parada que nunca.

Cansei de ficar sem fazer nada dentro de casa, fui fazer nada na "porta da rua"...minha afilhada, 6 anos, ficou ali comigo.

De repente, meio cambaleante, o bêbado, que estava caído na calçada, se levanta e caminha em nossa direção:


- Ô minha irmã, me dá uma ajudinha, pra comprar uma comida! Ou então me dá a comida!

- Tenho não! A dona da casa saiu e só deixou a menininha pra eu olhar! (rs, adoro fazer isso!)

- Vixe! Tô numa fome! E num acho um irmão pra me dar uma comida! Cê sabe que nóis é tudo irmão. Eu, a dona dessa casa, ocê, essa minina, os cachorro...todo mundo é irmão e precisa de alimento!

- Já falei que não posso ajudar! E eu também tô com fome!

- É difícil demais irmã! Jesus Cristo também passou fome, e aí ele morreu! Ele também é nosso irmão... Vou fazer o seguinte: vou andar mais um pouco, se achar uma comida, trago aqui pra dividi cocê e com a minina! Fica com Deus.

- Aff...vai com Deus também!

- Ixe, com Ele vai ficar bem mais fácil de achar!

Sobre solidão e saudade

Solidão
(dizem que é Chico Buarque)

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo. Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar. Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos. Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente. Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado. Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto . Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma


Saudade
(dizem que é Miguel Falabella)

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor desgasta, aparece uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Antártica, se ela continua preferindo suco de melancia, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor e cantando tão bem, se ele continua adorando o MC Donald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois e acabou de ler.

17 de julho de 2009

Sentidos


Tenho o olfato poderoso! Funciona que é uma beleza! Geralmente, sinto cheiros (bons e ruins) antes de todo mundo. Sei, inclusive, que posso separar roupas pelo cheiro que as pessoas mais queridas deixam nelas! O paladar e o tato também estão em perfeito funcionamento, e a audição, que já ouviu de tudo, está um pouco mais seletiva!Dos sentidos, o problema é a visão!

Nem sei se ter olho pequeno complica...mas o fato, é que, até o mês passado, enxergava mal de longe! De muito longe. Agora, tenho a impressão de que a distância em quase nada interfere. Em letras graúdas, tipo outdoor, só leio a uma distância de poucos metros. Se estiver dirigindo, por exemplo, e tirar os óculos, não consigo identificar a placa do carro que está a cinco metros na minha frente, parado! Mas, a cinqüenta centímetros leio quase tudo! Quase! Acabei de testar, a bula da caixa de medicamentos, não dá.

Neste exato momento, por exemplo, estou escrevendo sem usar óculos e o fundo branco da página, no Word, parece ter milhares de pequenos pontos cinza dançando entre as palavras que escrevo em fonte Times, tamanho 14 (menos que isso, até dá! Mas fica difícil, pois, com esse tamanho são as letras que dançam...e cada uma num ritmo diferente!).

O oftalmologista, Fulano Alguma Coisa Prazeres (só me lembro do último sobrenome, foi por conta dele, que escolhi o médico!), disse está tudo bem! Que não há acréscimo de graus das lentes ou qualquer outro tipo de alteração. O jeito é acreditar! Ah! E uso óculos mesmo! Tive alergia de lentes de contato. Experimentei três marcas diferentes...desisti.


SEM SENTIDO


O chato é que além de ver mal, estou perdendo a fluência na leitura, sem contar a péssima mania de só passar os olhos em jornais, revistas, títulos de livros. E com esse processo de “leitura dinâmica” ...dinâmica demais, só tenho me confundido! (Seguem, abaixo, algumas leituras equivocadas – não consigo me lembrar de todas). O legal é ler errado, imaginar.... e só aí, perceber que tem algo que não encaixa.

Manchete: Detido casal que deixou crianças e bebê sozinhos
O que li: Deitado casal que deixou....

Manchete: Jorginho teme janela: "Tem gente jogando demais no Palmeiras"
O que li: Jorginho treme na janela:...

Manchete: Mulheres roubam cofre em apartamento
O que li: Mulheres roubam corte em apartamento....(aff)

Manchete: Filho de Sarney é indiciado pela PF por três crimes
O que li: Falha de Sarney é indicada pela PF por três crimes (ããããã?!)

Manchete: Morre a mulher que teve gêmeos aos 67 anos
O que li: Morre a mulher que teve gêmeos de 67 anos ( Vixe! Tinha que morrer mesmo, coitada!!)

Manchete: SP quer formar 100 mil técnicos de enfermagem

O que li: SP quer fumar 100 mil......

Manchete: Grupo Oi dá mais um passo em simplificação societária

O que li: Grupo Oi dá mais um passo em simplificação soviética

Manchete: Derrota do rival - Cruzeiro é festa para atleticanos

O que li: Derrota do Rivaldo - Cruzeiro é festa para atleticanos


E o escorregão...


Manchete: Bento XVI quebra punho após cair no banheiro e é operado
O que li: Bento XVI quebra punho após cair no banheiro pelado

9 de julho de 2009

Pensando.....


No post anterior, esqueci de comentar que também tenho mania de rever filmes e reler livros. Um fato qualquer, uma cena de novela e até mesmo uma música servem de estímulo para explorar o armário em busca de algo que, mesmo conhecendo, será totalmente novo.

Outro dia, foi Carta ao Pai (Kafka). Já na primeira linha - “Você me perguntou, recentemente, porque eu afirmo ter medo de você” - ....descobri porque tinha buscado a Carta.

Joe Jackson. (Sei que o assunto já cansou...mas já que comecei,...vou terminar!)

Pelo que pude perceber, por diversas vezes, nestes dias de luto, a fixação pelo sucesso dos filhos passou longe de ser comparada a uma saudável paixão pela música. Pouco sei da história da família, mas dá pra imaginar a relação dos filhos, principalmente, do caçula (talvez o mais sensível) com o pai. Velho de expressão rude e sorriso cínico; roupas e acessórios extravagantes, e que demonstrou frieza ao aproveitar os segundos abertos na tv, para falar sobre um novo selo musical...um novo sucesso! Os sentimentos dos filhos nunca foram prioridade!

Histórias assim provam que talento, sucesso, prestígio, fama e dinheiro nada têm a ver com felicidade. É difícil acreditar que um astro da música tenha, durante toda a vida, lutado contra o fantasma aterrorizante do pai. O fato de esperar proteção e afeto e receber medo e violência pode ter sido determinante para uma vida tão fantasiosa..tão irreal. Inclusive, não acredito que a transformação física do cantor tenha motivações raciais, mas pode ser o reflexo da rejeição ao pai e a tudo que ele representava.

Na Carta, Kafka também se revela indeciso, frágil e sem autoconfiança. Já o pai é descrito, sempre, como uma pessoa forte, fiel e trabalhadora, mas que de tanta segurança, acabou se tornando, aos olhos do filho, um gigante tirano que acreditava que o mundo girava ao redor do seu umbigo

Oprimido e introvertido, Kafka cresceu acreditando que nunca poderia corresponder às expectativas do pai. “Eu teria sido feliz por tê-lo como amigo, chefe, tio, avô, até mesmo (embora mais hesitante) como sogro. Mas justo como pai você era forte demais pra mim...hoje sou o resultado da sua educação e da minha docilidade”


Embora real, a Carta nunca foi entregue ao destinatário. Não sei ao certo, mas Hermann Kafka deve ter morrido sem conhecer o filho. E o filho, que morreu primeiro, também nunca soube, de verdade, quem era o pai.

Acredito que o líder do Jackson Five nunca tenha falado sobre sentimentos diretamente com Joe Jackson..não deve ter havido tempo, nem espaço, nem coragem! Para ambos! Não é que faço torcida para o jacaré no filme de Tarzan! Só não acredito que exista ser humano 100% algoz e nem 100% vítima.

É preciso muita doação e maturidade para cuidar do outro - pai do filho, filho do pai, mãe, irmão, amigos...e viver bem, em paz.

É!... Talvez seja isso!....

É melhor acreditar na falta de maturidade e doação de tantos Jacksons e Kafkas que vemos por aí...Talvez seja menos pior que reconhecer a simples falta de amor...carinho...amizade!